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Pressão alta atinge crianças e adolescentes.

Pressão alta atinge crianças e adolescentes.

18 de setembro de 2017

A hipertensão é uma doença cardiovascular causada por uma série de fatores que, combinados ou não, atinge pessoas de qualquer idade. Apesar da maior parte dos diagnósticos de pressão arterial alta ocorrerem na fase adulta, muitos casos surgem durante os primeiros dezoito anos de vida.

Aferir a pressão em toda avaliação clínica realizada depois dos três anos de idade é uma prática recomendada e que deve fazer parte do atendimento pediátrico. O maior problema é que nem todas as unidades de saúde públicas, e até alguns consultórios particulares, possuem instrumentos adaptados ao público infantil, o que pode dificultar para que a doença possa ser detectada.

Existem dois tipos de hipertensão:

A genética, que a criança herda a predisposição da família, e a ambiental - causada pela obesidade, maus hábitos alimentares e sedentarismo que não param de crescer e são fatores de risco para o desenvolvimento da doença.

Cerca de 6% das crianças sofrem de hipertensão no Brasil e é importante que a família e a escola estejam unidas para a prevenção desse problema. A hipertensão é silenciosa na grande maioria dos casos e não apresenta sintomas até que haja alguma complicação. Dores de cabeça, tontura, falta de ar, zumbido no ouvido, visão embaçada e cansaço podem ser indícios de pressão alta.

O índice constatado pode ser considerado preocupante porque a doença tende a se agravar com o tempo, trazendo complicações no início da fase adulta como o AVC (Acidente Vascular Cerebral), infarto, diabetes, doenças renais e até morte súbita.

O refrigerante e o sal são grandes vilões na alimentação de crianças e adolescentes, já que possuem concentração expressiva de sódio. O consumo de lanches, frituras, refeições semiprontas, processadas ou industrializadas, e de salgadinhos também colaboram com os índices negativos.

Se por um lado a idade pode dificultar as correções pela fase da vida tradicionalmente crítica e questionadora, por outro, o metabolismo de crianças e adolescentes é mais flexível do que o de um adulto, o que favorece as adaptações alimentares. Dessa forma é mais fácil mudar os hábitos em busca de uma vida mais saudável, evitando assim, possíveis problemas.

As instituições de ensino devem fornecer um ambiente favorável e que promova ações em prol do bem-estar infantil, permitindo assim que os alunos descubram a importância de uma alimentação saudável e dos exercícios físicos. Os pais precisam refletir os valores de saúde ensinados nos colégios e dar o exemplo, seja estimulando a prática de exercícios ou evitando o consumo de comidas que prejudiquem a saúde.

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