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O pai é insubstituível na formação da criança.

O pai é insubstituível na formação da criança.

18 de setembro de 2017

Em pleno século XXI, nossa cultura ainda coloca sob a responsabilidade da mãe os cuidados com os filhos. O amor materno, como todos sabem, é essencial para a vida e o desenvolvimento de qualquer criança. Mas como fica o papel do pai?

Embora seja comum que muitas mães criem seus filhos sozinhas e sejam bem-sucedidas nessa tarefa nada fácil, o pai tem, sim, um papel fundamental na formação da personalidade da criança, que ajuda a desenvolver algumas características que transcorrem até a fase adulta. E nenhuma pensão substitui esse papel.

Independente da visão atual que a sociedade tenha, a representação da figura paterna é importante para o desenvolvimento moral, social, emocional e psicológico da criança.

Na ausência do pai, os filhos podem crescer sem algumas referências que podem ser determinantes em algum ponto de seu desenvolvimento de personalidade e até caráter. Num cenário de rejeição, as crianças tendem a se comportar da mesma forma, principalmente quando existe apego emocional, e quando a rejeição vem por parte do pai, as marcas causadas por essa dor psicológica são profundas.

Os méritos das mães são, na maioria das vezes, inquestionáveis, mas, em muitos casos, é inegável que a figura paterna representa autoridade e disciplina para os filhos. E essa presença é, de certa forma, responsável por ajudar a criança a se separar da ligação primária de dependência exclusiva da mãe para que ela possa descobrir novas relações, se tornando mais independente e tenha mais autonomia sobre si mesma.

Mesmo que a rejeição do pai possa ser algo mais frequente do que a materna, a influência negativa, mesmo que tardia, pode ser inevitável e, em certos casos, irreversíveis.

As partes do cérebro da criança que são ativadas num cenário de rejeição são as mesmas ativadas quando ela se machuca, com a diferença de que uma ferida física não demora para se curar, mas a dor psicológica pode ser revivida por anos, ou até por toda a vida, levando essas crianças a serem inseguras ou até mesmo agressivas.

É válido ressaltar que, na falta do pai biológico, a criança pode encontrar referências da figura paterna em tios, avós, irmãos mais velhos ou no padrasto.

A figura paterna acaba sendo um modelo para os meninos seguirem, enquanto que para as meninas o pai é um representante do universo masculino.

Nos meninos, a ausência do pai pode trazer um sentimento de receio e até inferioridade em relação às mulheres, pois eles podem encarar a presença exclusiva da mãe e de outras figuras femininas ao seu redor, como aquelas que têm poderes sobre ele, já que a mãe é a única a ter voz ativa em seu processo de desenvolvimento. Já com as meninas, a ausência paterna pode desencadear problemas emocionais e de autoestima. Da mesma forma que elas podem procurar o amor em homens igualmente ausentes, elas também podem criar resistência e evitá-los a qualquer custo, com medo de se decepcionarem mais uma vez.

Em contrapartida, as crianças que crescem com a presença do pai, aquele que participa efetivamente lhes dando amor e carinho, faz com que os filhos se sintam mais seguros e tenham mais facilidade para criarem laços afetivos ao longo da vida, tornando sua presença tão importante quanto a da mãe em suas vidas.

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