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Dias dos Pais, Dias das Mães, ou Dia da Famíia?

Dias dos Pais, Dias das Mães, ou Dia da Famíia?

15 de abril de 2019

Novos arranjos familiares ou situações de perda começaram a transformar as comemorações tradicionais nos colégios, e isso acaba provocando algumas reflexões na sociedade. Há quem concorde em consideração às crianças, mas há quem não aceite em abrir mão do seu dia por causa dos problemas dos outros.

Nos dias de hoje a diversidade familiar é algo comum e que deve ser considerado e trabalhado nas escolas. Se por um lado existem crianças que vivem num ambiente tradicional, por outro há crianças que vivem com seus pais solteiros, pais ou mães homossexuais, ou ainda as crianças que são órfãs ou são cuidadas por outros familiares. Algumas crianças ainda tem os pais, mas pela correria do dia-a-dia, pela divisão de tarefas por ter mais filhos, ou até por negligência, eles são ausentes e não participam com altivez da vida da criança e a responsabilidade, muitas vezes, acaba recaindo sobre outra pessoa. Tudo isso deve ser analisado para que as comemorações promovam o devido acolhimento para todos e ninguém se sinta excluído ou triste. Antes de pensar em si mesmo, é preciso pensar nos sentimentos e nas emoções das crianças que estão crescendo, se desenvolvendo e construindo seu caráter, para que algo que pareça ser tão pequeno para os outros, não afete seu comportamento e sua vida adulta.

Assim, muitas escolas tem optado em promover o Dia da Família para comemorar o papel de quem cuida, está sempre presente e é responsável por aquela criança.

Essa decisão de proporcionar uma comemoração mais universal é um passo importante para que as famílias consideradas menos convencionais se sintam mais acolhidas nas redes de ensino, ampliando a participação de outras figuras afetivas dos alunos em seu ambiente escolar. Não devemos falar em exclusão quando a questão é a inclusão. É impossível agradar a todos, mas e é preciso chegar num consenso para que todos possam ficar felizes nessas comemorações. Seja os pais casados e presentes, seja a mãe solteira que também faz papel de pai ou seja a tia que cuida do sobrinho como filho. Todos devem ter espaço, todos devem ser tratados com respeito, e todos merecem um dia de festividades para comemorar com as crianças.

Com o tempo e com a vivência dessa experiência, as famílias irão perceber que a criança ficará feliz e agradecida por poder participar de uma comemoração em homenagem às pessoas que ela gosta, confia e se sente segura, afinal, os relacionamentos são feitos a base de pessoas que se amam, que cuidam e compartilham momentos e sentimentos umas com as outras, e uma nomenclatura acaba não tendo um peso tão importante frente a esses fatos, pois o que importa é a ligação e o sentimento envolvido.

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