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Devemos educar nossos filhos para serem éticos?

Devemos educar nossos filhos para serem éticos?

03 de janeiro de 2019

Devemos educar nossos filhos para serem éticos?

Na obra A República, Platão conta a história do anel de Giges. Quando Giges girava o anel, ele ficava invisível aos deuses e aos humanos. Aproveitando-se disso, ele entrou no palácio, conquistou a rainha, matou o rei e iniciou uma dinastia. A reflexão que Platão propõe é: se não estivéssemos sujeitos, por exemplo, à polícia, à justiça ou ao próprio julgamento divino, o que nós faríamos realmente? A ética e a moral são uma questão de formação interior, é a questão de consciência de cada um.

Com esse exemplo em mente, e sabendo que o mundo é dos espertos, devemos educar nossos filhos para serem éticos?

Apesar de parecer uma decisão fácil e óbvia, muitas mães ficam divididas entre a ética e uma possível vantagem que os filhos possam obter sendo "mais espertos que os outros". A ética, em certos casos, pode ser confundida com submissão que, neste caso, representa a aceitação de qualquer situação imposta, por mais que isto não seja agradável ou até mesmo favorável para si.

Sendo assim, o ideal é utilizar um balanceamento entre essas duas visões, pois é possível se dar bem e aproveitar oportunidades sem deixar de ser ético. Se tivermos apenas o objetivo de mostrar-lhes como se dar bem independentemente da situação, a ética, o olhar para o outro e o se colocar no lugar do outro, e o respeito com o próximo, com certeza não estarão presentes na formação de nossos filhos.

Tente usar situações do dia a dia para apontar quais situações podem ser dadas como incorretas ou corretas para que seus filhos possam entender, na prática, o certo e o errado. Por exemplo, se no ato de pagar uma compra o funcionário do caixa deu troco a mais, o correto é devolver a diferença.

O objetivo é agir de modo correto, sem prejudicar outras pessoas ao levar vantagem sobre elas.

A partir do momento em que a criança tem a oportunidade de desenvolver a consciência quanto às suas atitudes, sabendo que há um limite que não deve ultrapassar, a solução do conflito fica mais clara e tangível. Afinal, nossa liberdade começa onde termina a do outro.

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