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Como lidar com a síndrome de alienação parental?

Como lidar com a síndrome de alienação parental?

15 de abril de 2019

A Síndrome da Alienação Parental (SAP) é uma grave situação que ocorre dentro das relações de família, em que, após o término da vida conjugal, o filho do casal é programado por um de seus genitores para odiar, sem qualquer justificativa, o outro genitor.

O tema é delicado, complexo e polêmico, e vem despertando atenção de vários profissionais, tanto da área jurídica como da área da saúde, por ser uma prática irresponsável e que vem sendo denunciada de forma recorrente, pois coloca em risco o desenvolvimento e a saúde emocional da criança.

Atualmente a Alienação Parental é uma forma de maltrato ou abuso; é um transtorno psicológico que se caracteriza por um conjunto de sintomas pelos quais um genitor transforma a consciência de seus filhos, mediante diferentes formas e estratégias de atuação, com o objetivo de impedir, criar obstáculos ou destruir seus vínculos com o outro genitor, sem que existam motivos reais que justifiquem essa condição.

Os casos mais comuns da ocorrência da alienação parental estão ligados a situações de ruptura da vida conjugal, pois, após a separação ou divórcio, o ex-casal nem sempre consegue seguir em frente, lidando com a separação emocional, e continua vivenciando desilusões e mágoas profundas sofridas no casamento. Assim, como forma de vingança, usam as crianças como instrumento para atingir o ex-cônjuge.

Em face desse panorama, em agosto de 2010, foi sancionada no Brasil a Lei nº 12.318, que dispõe sobre a alienação parental e, assim como a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente e o Código Civil, tem o objetivo de proteger a criança e seus Direitos Fundamentais, preservando dentre vários direitos o seu convívio com a família.

Por mais difícil e dolorosa que uma separação possa ser, principalmente por impactar diretamente na rotina e na própria estrutura familiar, é essencial que a decisão de se separar não afete o convívio e a saúde do relacionamento entre pais e filhos. É preciso cuidado e atenção para não transferir a frustração para as crianças.

Todos precisam se esforçar para se adaptar a uma nova rotina e encontrar novas maneiras de conviver. Portanto, se queixar do ex na frente das crianças é um comportamento extremamente nocivo, e o término da relação não pode afetar os vínculos existentes. Os filhos necessitam da presença de ambos os pais para um desenvolvimento sadio e equilibrado.

 

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