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Amizade entre pais e filhos. Quais são os limites?

Amizade entre pais e filhos. Quais são os limites?

05 de dezembro de 2017

Amizade entre pais e filhos. Quais são os limites?

A relação entre pais e filhos vem mudando, com o decorrer dos anos. Antigamente, os pais eram a autoridade absoluta dentro da família e não podiam ser questionados ou confrontados sem que um castigo severo aos filhos não fosse aplicado como forma de correção.

Hoje em dia, os pais são mais flexíveis, se permitem estarem mais próximos dos filhos e estão mais abertos à liberdade de expressão. Estas mudanças, consequentemente, geraram alterações na visão das crianças e adolescentes, fazendo com que os pais deixassem de ser temidos, para agora, serem respeitados.

Tal relação de amizade é saudável e benéfica até certo ponto, pois é preciso haver limites para que o relacionamento entre pais e filhos não seja prejudicado de forma que o desenvolvimento de comportamento e caráter não sejam confundidos e desviados para outro lado.

É preciso levar em consideração que no círculo familiar existe uma hierarquia que deve ser respeitada. Por mais que os pais estejam abertos ao diálogo e sejam flexíveis com os filhos, as funções de liderança e a educação não devem deixar de serem exercidas. Pais e filhos têm seus papéis, direitos e deveres de cada um devem estar presentes fazendo-os valer na prática, para que não haja inversão do que cada um representa na vida do outro.

Amizade, proximidade e afeto não podem ser confundidos com respeito e autoridade. Os pais devem ser um exemplo a ser seguido a partir dos valores que passam aos filhos, e uma relação de camaradagem não ajuda a construir bases para esta estrutura.

Impor limites, respeitar os espaços, permitir a descoberta de experiências, compreender as funções, respeitar escolhas e admirar aqueles que são exemplos a serem seguidos é um conjunto de ações que precisa ser regulada com sabedoria no relacionamento de amizade entre pais e filhos. É saudável que haja diálogo, admiração e confiança entre os membros da família, mas não é positivo quando um adolescente, que ainda não possui uma base, deixe de ter um pai e passe a ter mais um amigo. É imprescindível que as fases dos filhos sejam plenamente vividas e com relativa privacidade, e sejam reconhecidos e respeitados os limites do papel de pai/mãe e do amigo para que a relação só acrescente na vida da família e não a desestruture.

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